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segunda-feira, 25 de maio de 2015

Da Hora a vida: 2ª via do RG, Prisões e Suor!

Por: Elaine Samiti e Caio Terciotti.

- Acordar cedo pra tirar 2ª via da identidade; Acordar cedo pra acompanhar Elaine em tirar 2ª via de uma identidade que ela estava maquiada na foto.

- Encontrar o amigo que gentilmente resolveu me acompanhar (Caio); Realizem, ela disse "gentilmente". Ganhei VIP pro céu!

- Chegar ao Poupatempo e pegar uma senha.

Tudo OK até agora... Porque é óbvio que o texto não estaria aqui, se merdas não tivessem acontecido.

- A atendente tentar por 3 vezes tirar minhas digitais (sim, TRÊS vezes, pois minhas mãos não paravam de suar ¬¬); Os dados aqui apresentados, de nada tem a ver com as pesquisas do Ibope ou Datafolha, com os mesmos dedos suados, ela pode contar as frustradas tentativas.

- Minhas mãos passaram a suar mais ainda quando vi um cidadão sendo preso pela Polícia Federal no guichê bem ao meu lado. Estava eu, tranquilamente observando toda a movimentação com um olhar muuuito atento, enquanto conversava com alguém pelo WhatsApp.

  Pausa para o café da manhã (precisava comer para tomar meu remedinho da enxaqueca que resolveu atacar pra sempre): Aparentemente tudo é desculpa pra alimentar a draga!

  Saímos do recinto e meu amigo, que supostamente deveria zelar pela minha segurança, nem havia percebido a movimentação da polícia perto de mim...Valeu!! Ela nem percebeu minha estratégia. Movimentos friamente calculados.

- Não tinha meu leitinho com iogurte; Também não tinha pêra.

- Todos os funcionários do Poupatempo que estavam tomando café naquela padaria resolveram se levantar ao mesmo tempo para pagar a conta na nossa frente (fila quilométrica). E parece que há mais funcionários no Poupa Tempo, do que nos shows do Jorge Vercillo.

- O pão de queijo demorou horrores para chegar à nossa mesa (e ele já estava lá, assadinho dentro da estufa); Acontece que o atendente da cafeteria tava mais preocupado em manter a cara de emburrado canastrão que ele queria passar. Tudo bem ele tem só uns 18 anos, e mais espinhas que pentelhos.

Sucesso ao pegar o trólebus...Fracasso ao perceber que aquela porcaria não parava automaticamente dentro do terminal (inocente ou estupidamente não apertamos o botão do "stop"). Andamos para caramba até a estação de trem...cansados e envergonhados pela "falta de atenção", que é a maneira carinhosa pela qual chamo nossa burrice! Não há o que dizer aqui. Concordo com o todo do último paragrafo e ressalvo nossa burrice!

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Da Hora a Vida! - Brasil Comic Con! (Convidadas).




Fomos, depois de meses de espera, cobrir a tão aguardada Brasil Comic Con! O evento nerd que prometia trazer uma dose única de experiência da famosa feira de quadrinhos nerd dos EUA. Bem, não foi isso o que aconteceu. Tendo eu ficado sem palavras frente a quantidade de coisas que nos abateu, sobrou as minhas companheiras de jornada e, agora, convidadas do MB, a partilhar dessa experiência tão "divertida" e agradável! 

Caio Terciotti!

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 Sobre a Brasil Comic Con...

  Quando se paga quase R$60,00 num evento, pressupõe-se que a coisa vai ser bem organizada. Só que não! Eu deveria ter imaginado que um evento que não consegue colocar o “mapinha” no site seria brochante.

  A entrada era a coisa mais interessante. Não tinha nada que identificasse o evento e também não dava nenhuma chance pra você adivinhar. Era, literalmente, um canteiro de obras! E o pior, nem tinha os pedreiros elogiando as pessoas. Orra, se vai fazer evento num canteiro de obras que, pelo menos, deixem os caras lá, afinal, entrar num canteiro e não ouvir nem um “Ô lá em casa” é triste. 

Dentro do local, também não foi lá essas coisas. O espaço ainda está no concreto, sem piso, paredinha cinza e tudo... E como se não bastasse, os organizadores resolveram fazer um cosplay da Feira de Malhas de São Bernardo =/ kkkkkkk. Sério! Era um monte de “standizinhos” sem graça, um ao lado do outro. O segundo andar quase se salvou, faltou colocar algo diferente por lá =/. Ponto super, mega, blaster positivo para o banheiro feminino *----*. 

“Taí” uma parte que eu gostei. Era espaçoso, tinha bastante espelho, estava limpinho e  cada cabine ( é isso o nome do espaçozinho onde tem a privada?) tinha espaço suficiente pra pessoa entrar e fechar a porta sem ter que se contorcer.Fora o Beco dos artistas ( e tenho minhas dúvidas, já que não fiquei muito lá), todo o resto estava voltado pros otakus de plantão. Cosplayers, cospobres e seres não identificáveis eram abundantes. O que me faz lembrar das meninas com a fantasia enfiada no furébis... Juro, não paguei pra ganhar traumas. ¬¬

Após uma volta de 5 minutos e a assinatura das revistinhas da Turma da Mônica ( AHHHH, ganhei um Sansão <3), finalmente, fomos ao local onde estava a verdadeira atração: a praça de alimentação. Juro, tinha mais gente lá do que no evento. Se tivessem colocado a praça de alimentação lá dentro ia ser melhor kkkkkkk.

• Obs: A Isa até que tentou gastar dinheiro lá, mas além da comida, nada mais valia a pena.

• Obs2: Você sabia que em SP ( pelo menos, lá onde estávamos) você pega o ônibus que veio da Barra Funda é o que vai para a Barra Funda no mesmo ponto? Fikdik!

• Obs3: O caminhão de coxinha de lá, só vendia mini coxinha ( depressão profunda!!! Só fui por causa da coxinha).

  Por: Mica - Fã de comidas letais, músicas exóticas, e, por enquanto, defensora do Movimento "Diga não ao Exercício".

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Quem disse que não se pode tomar uma cerveja as 11h da manhã? Pode sim! Então nossa aventura começa aqui!

Eu (Isa) e Caio estamos tomando uma logo cedo, conversando sobre a vida, vendo como fariamos para entrevistar as pessoas necessárias para uma boa cobertura da BCC...
             Corta a cena. Estamos no trem, rumo a SP, junto com minha amiga (Mica) tendo aulas sobre O Hobbit com Sr. Caio Terciotti. De graça. 
            Após isso, Mica começa a contar sobre as pérolas de sua vida, tal como: “Eu estava comendo miojo outro dia e minha mãe disse pra eu parar porque eu vou ter câncer.” Troca de olhares tensa...
            Corta a cena. Três idiotas hipnotizados com a lojinha da Bauduco toda enfeitada com panetones e chocotones no terminal Barra Funda. “Ahhh panetone *-*” “Ahhh chocotone *-*”.
            Enfim, após muito contar com a "boa" vontade e "bom humor" dos funcionários do Terminal, conseguimos pegar o ônibus que estava destinado a nos levar a BCC. Foi o trajeto mais rápido de toda a minha vida!!!! Fiquei realmente chocada.
            Chegamos ao centro de eventos Pró-Magno e... “ É aqui? No meio da obra? Cadê cosplay de pedreiro?”
            Sim caros leitores burros. A BCC era em um canteiro de obras. Era tão novo que estava no cimento!!
            Seguimos umas pessoas (estranhas cof cof) até a entrada e entregamos nossos ingressos (eu e Mica) pois Caio era imprensa e (por sorteeee) não pagou 60 "dilmas" naquilo.

            Logo que entramos, BOOM! Vontade de usar o banheiro. “Gente, olha o estado disso. Teremos latrinas no lugar do vaso.” Eu disse. Mas não. O lugar mais habitável do evento era o banheiro, WC, toilet. Todo arrumadinho, com piso, espelhos grandes, Equestria Girls se trocando, Arlequina (gaaaaata) se arrumando, cabines espaçosas e LIMPOOOO!
            Depois de nos aliviarmos, fomos explorar a “feirinha” (sorry, não consigo chamar de outra coisa), conhecer o espaço que iria nos abrigar até quase 20h (sooooonho!). Vimos uns cosplays realmente legais, outros cospobres... Tem gente que se esforça mas não rola, cara...
            Mas, como uma grande fã de Harry Potter, o que eu queria mesmo era ver o espaço destinado ao bruxo (Magic Potter). E quando chego, vejo que é uma barraquinha, estilo festa junina de empresa, sem decoração, com meia dúzia de peças expostas, falaram que teria uma lojinha que estou procurando até agora.
            Vamos dar uma atenção especial ao cosplay do Harry Potter. Magro, feio, pálido. Que eu saiba, Harry Potter é um garoto magro, mas não level anoréxico.
            Enfim, já deu! Vamos comer! Food Trucks! Doritos! Isabella com pedra na visícula (triiiiiiiiste). Preciso comer coisas sem gorduras, óleos e afins se não, CHAMA O SAMU!

            O cúmulo foi pagar D$20,00 (dilmas) em uma lanche de atum (cujo atum não estava em parte alguma do lanche) e uma limonada de caixinha. Ou pagar D$20,00 em um yakissoba nadando no molho de gengibre. Ou ficar triste em descobrir que o Só Coxinhas eram mini coxinhas sem graças. Afinal, Mica, já disse ela, só foi pelas coxinhas.
            Já deu de novo! Vamos embora! “Pera ai meninas,estou com calor! Vou trocar a camiseta.” “ Mas Caio, estamos nos meio da avenida! Você vai se despir aqui?” “Virem de costas!” “Vai Isa, vamos tirar uma selfie!” “Pronto! Podem se virar!” “Nooooossa olha o Caio todo vaporoso!”
            Ok, como vamos embora? Ahhh só pegar o ônibus no mesmo ponto que a gente desceu, porque usar a lógica e ir do outro lado da avenida para voltar ao terminal Barra Funda não seria o suficiente! 
            E foi assim, caros leitores burros, a cobertura da BCC, feita de uma maneira muito burra. (Mas não por culpa dos integrantes do blog. O evento não ajudou muito!).

Por Isa Pereira - Professora de inglês e fã de Harry Potter. Frustrada pós BCC.

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Da hora a vida - A saga do Naridrin



"As drogas acionam o sistema de recompensa do cérebro, uma área encarregada de receber estímulos de prazer e transmitir essa sensação para o corpo todo."

A frase acima, de autoria do médico Drauzio Varella, é perfeita.

Normalmente a dependência química é associada apenas às substâncias ilícitas. Porém sempre me lembro de uma história do Batman publicada aqui no Brasil em 1995, mais precisamente na revista Liga da Justiça & Batman nº 07. Nessa história, o rapaz caçado pelo Homem-Morcego - um justiceiro que não hesita em combater narcotraficantes com medidas extremas - diz a seguinte frase:

"Tudo aquilo que alivia a dor causa dependência".

O que estou tentando ilustrar é a ideia de que todo mundo é viciado em algo. No meu caso, sou dependente químico de uma solução de Cloridrato de Nafazolina + Maleato de Mepiramina + Dexpantenol, vendida em pequenos frascos de 30 ml chamada de Naridrin. Onde quer que eu esteja, sempre estou portando um desses frascos, e não me sinto seguro sem um.

Pois bem... Era uma terça feira em que eu cheguei em casa por volta das 2 da manhã e notei que havia perdido meu frasco de Naridrin. Puta que pariu! Eu estava sem carro, mas não podia esperar até o dia seguinte para comprar outro frasco. Estava fora de questão passar a noite sem meu santo remédio.

Não havia mais nada a fazer. A solução era simples: procurar alguma farmácia aberta.

Quando estava a alguns quarteirões da minha casa, percebi o perigo que estava correndo... Com minha touca e minha jaqueta do Corinthians, se a Polícia me visse na rua aquela hora da madrugada, poderia me encher de bala sem que eu tivesse direito a argumentação. Mas achei melhor ignorar o risco, pois quanto mais eu pensasse, mais demoraria a resolver meu problema, e eu teria que acordar dali a poucas horas para trabalhar.

Eu já tinha uma farmácia em mente. Eu moro a cerca de 15 minutos a pé do centro de Mauá, e costumava haver uma Drogaria São Paulo - que normalmente é 24 horas - próxima à estação de trem.
Infelizmente, aquela porra de farmácia estava fechada. Como assim? Já havia comprado remédios ali por volta das 4 da manhã. Bom, eu me lamentei enquanto seguia adiante, já pensando em várias farmácias que poderiam estar abertas. Mas a cada farmácia que eu via de portas fechadas, mais minha angústia aumentava, e com ela o cansaço por ter que respirar pela boca.

Como sou um cara de muita sorte, a única farmácia aberta era justamente a mais distante das que eu pensei. Como quem diz "Shut up and take my money", pedi minha droga ao atendente. Quase tive um piripaque quando o puto me disse:

_Ihhh, acho que acabou. Acho que só vou ter o Rinosoro! Vou verificar, só um instante.

Rinosoro? Como assim? Rinosoro eu tinha em casa, e aquilo é água pura, não funciona comigo. Por sorte, ele havia se enganado, e voltou com aquela caixinha azul, branca, amarela e vermelha. Naquele momento eu esvaziaria minha conta bancária em troca daquela substância mágica. Mas as cédulas amassadas em meu bolso bastaram.

Antes de seguir meu caminho de volta para casa, deitei-me na calçada, pinguei 2 gotas em cada narina e esperei 2 minutos com a cabeça inclinada pra trás para que a droga fizesse efeito. Naridrin santo curou dores, seduziu com seus sabores. Ó, substância milagrosa, leve embora todas as impurezas de minhas narinas e traga de volta ao meu organismo Oceano.

Pronto! Agora era só voltar para casa, porém com muito mais calma.

Depois de atravessar um viaduto, dobrando uma esquina veio um sujeito em minha direção e me falou:
_Salve, Coríntia! Pode me arrumar um cigarro?
_Não tenho, parei de fumar, amigão.
_Porra... Firmeza, boa noite aí.
_Boa noite.

Mesmo em meus dias de fumante, poucas vezes lamentei tanto estar sem cigarros. Porque o cara estava na situação na qual eu me encontrava há pouco mais de uma hora. Só um viciado querendo aliviar a tensão. Cada qual com sua droga.

Mas chegando em casa e finalmente deitando em minha cama, com minhas narinas devidamente desobstruídas, deixei de me preocupar com o cansaço. Com o dinheiro contado que eu não devia ter usado pra comprar remédios. E ainda menos com o fumante. Naquela hora, eu era mais eu!

A vida é dura! E vai, Corinthians!

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Por Guilherme Fernandes - Corintiano, maloqueiro, sofredor e hipocondríaco

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Da hora a vida: Fila, livros caros, fila, gente.


Foto: Guilherme Fernandes.
  A Bienal do Livro foi, em termos gerais, e em minha modesta opinião, inútil. Esse é o sentimento que eu tive quando pegava a 45ª fila e enfrentava uma multidão desesperada para ir embora do lugar. Se fossemos até lá pra cobrir o evento, não havia muito o que dizer, a não ser a ilustre e grata presença de Ziraldo. Se fossemos pra comprar livros, ou HQs, menos ainda. Além da dificuldade nível "hard" pra entrar nos estandes das principais editoras, os livros também tinham preços que, se não eram os mesmos que estavam nas lojas ou on line, eram pouca coisa mais caro, ou mais barato. Realmente não valia a pena. 

  Eu poderia tirar um texto inteiro pra falar do estande da Panini, que estava ridiculamente cheio!! Mas não quero lembrar mais nenhum segundo da quantidade de coisas ruins que nos aconteceram, e lá foi a pior. Achei as maravilhosas edições de Sandman... Por R$ 125, 00!!!! Vá se foder. Meu dia começou a acabar nessa hora.

  Depois disso, parece que eu já não pertencia aquele lugar. Dor de cabeça, fome, o ciático latejando e dizendo: "Você está forçando a amizade, companheiro. Bora."
Foto: Caio Terciotti.

Foto: Caio Terciotti
  O lugar até que era organizado. Foi fácil pegar o ônibus pra chegar lá, apesar da fila enorme. Foi fácil entrar também, apesar da quantidade de gente. E haja gente "sem noção" nesse mundo. A falta de educação e egoísmo, que não sei se é mal do ser humano, do brasileiro ou do paulista (paulistano), era um atrativo a mais no bolo de merda. Não se andava dentro do pavilhão... Se era arrastado. Arremessado. Chutado. Socado. Cotovelado. aliciado e mandado aos infernos. "O povo unido, é gente pra caralho", comentou Guilherme.

  "Então vamos comer". Esse era, afinal, o intuito do MB estar na Bienal, comida? Com uma praça de alimentação relativamente bem equipada, com os principais restaurantes de shopping, nada ali parecia apetitoso, interessante ou barato (digo: preço justo). E olha que até chopp tinha. Mas se for pra tomar Devassa e afins, é melhor logo chutar o balde e tomar whisky com energético, e defender o Aécio.
Foto: Caio Terciotti

  A comida estava cara demais também. Foi muita falta de vergonha uma pizzariazinha que tinha lá, cobrar R$18,00 numa brotinho feita de "Massa Leve". Vá se foder! Meu dia fica cada vez pior. Mas no final, comemos uma porção de fritas no cone, com coca. Aquilo não era o suficiente.

Foto: Caio Terciotti
  Fomos embora... No estacionamento, notamos uma fila a uns 8 metros de nós. Olhando com mais atenção, reparamos que aquele trecho não era nem metade dela. Que se formou com um acumulado de trocentas pessoas numa extensão de mais ou menos 600 ou 700 metros. Nossa! Aquilo era uma fila. E que fila!  E quantos ônibus! Chegava um atrás do outro, graças a Deus, todos saiam com os assentos ocupados, mas ninguém em pé. Eram fretados.

  Depois de uns 25 minutos na quilométrica fila, chegamos no ônibus, que ia pro metrô Tiete, ao invés de ir pra Barra Funda, nossa estação de origem. Tudo bem, antes a linha azul que a vermelha. Poderíamos descer no Santa Cruz e comer algo antes de voltar pra casa. Mas ao chegar no metrô... Adivinhem... Fila. Delícia. Uma fila enorme. Grande! Estupenda! Espetacular! Estupefaça! Magnânima! Diva! Poderosa! "Imagine as pessoa tudo".

Foto Caio Terciotti

  Esse foi o último e derradeiro vestível de tristeza que me restou. Depois, a endorfina produzida pelo excesso de dor nas pernas, e pelo acalanto de uma batata recheada de camarão (devidamente assaltada pelo Sr. Guilherme "bicho grilo" Fernandes) e uma larger gelada, me levaram aos céus.

Por Caio Terciotti - Eu ainda sonho com as filas... Eu as vejo. 
                              - Com que frequência?
                              - Vá se foder.

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Da hora a vida: Ketchup nos olhos e Tesão na vida.


O Anima Mundi começou e, como um bom veículo de comunicação, o Maneira Burra foi cobrir o evento. Com atraso é óbvio, fomos no segundo dia. Mandei mensagem pros outros integrantes dizendo que iria e se alguém gostaria de me acompanhar. Rápido e sem demora o excelentíssimo canalha, ClaudeVan Damme de Alencar Rodrigues, se prontificou a ir. Porém, veja meu receio. Por mais que eu goste desse calhorda, seus atrasos são mundialmente conhecidos e só perdem para os épicos atrasos de horas do Sr Guilherme "Naridrin" Fernandes. 

 A questão é que, Claudevan tem atrasos com justificativas muito mal elaboradas e estapafúrdias, por exemplo:  "To passando antivírus no PC" (a porra toda tava combinada fazia semanas, olha quando ele decidiu dar um trato na máquina), "Vou almoçar" (quando todos não haviam almoçado pra não atrasar ninguém), "Acordei atrasado e tive que passar no caixa eletrônico, aí eu fui no mais distante possível" (Respira...), "Tive que colocar meu celular pra carregar por duas horas antes de sair de casa" (Duas horas era o tempo que ele tinha pra sair do trabalho e chegar no local combinado)...

Liguei pro Henrique por volta das 16:30 e falei "estamos indo agora", como o rapaz tinha que terminar um serviço e nós (acreditava eu) íamos muito mais cedo, achei melhor ir na frente e ele nos encontraria depois. Acontece que eu já estava no local de encontro com Claudevan, e o gajo mal tinha saído da casa dele. Depois que já havia passado meia hora de espera, liguei pro Henrique pra avisar que ainda dava tempo dele ir conosco, mas acontece que o mesmo saiu mais cedo do serviço e já estava quase chegando ao local do evento. Deus, que zona!

E o Claudevan? Bem... o Claudevan estava dentro do ônibus que faz a maior volta do mundo, e pra ajudar estava travado no trânsito! Raios... Já passava de uma hora que era pra nos encontrar... 

Decidi entrar na estação e pegar o trem, falei pro Van Damme nos encontrar no cinema, e o celular dos dois estava acabando a bateria... Estava tudo "lindo". Fui encontrar com o Henrique... Trem... Metrô.. Puta que pariu que vontade de mijar... "Alto do Ipiranga"... Ah, deve ter um banheiro aqui... Desci... Muita gente, muita escada rolante, andares e andares de estação... Desisti... Voltei pra plataforma pra esperar o próximo metrô. Veio rápido... Agora vou até a Consolação e ninguém me segura!

Chegou... Fui arrastado para a linha amarela, e a última coisa que eu queria era entrar naquele túnel sem volta dos infernos. Nadei contra a corrente, lutei contra o fluxo, venci barreiras, compus uma canção... Saí do metro, respirei os ares da Paulista.. Tinha um grupo colombiano de música... E lá estava o Henrique, sua cara não era das melhores... Fodeu... Não não... Ele só queria mijar também!

Bora pro Center 3... Banheiro só lá na PQP! Na praça de alimentação! E nós com mochilas e pressa... Normalmente isso não dá certo perto de pratos, talheres e pessoas com bandejas... Milagrosamente deu! 

Banheiroooooooooooo aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh... :)


Voltamos pra frente da estação Consolação. Cadê o Claudevan...? Mensagem. A derradeira antes do celular dele entrar em coma. "To no metro. Me encontra lá na frente".

Na frente do metrô?! Porra... E ficamos lá....

E ficamos.... Tiramos fotos, Instagram... E ficamos lá... E ficamos... Meia hora... Uma hora.

"Cê acha melhor ir? Aí ele nos encontra lá", "Eu to aqui a mais tempo que você. Eu já teria ido. Vamos contar até 20 e ver se ele aparece"... 1, 2, 3,... 20. Nada. "Vamos".

Chegando no cinema, lá estava o puto. Entendi errado a mensagem e logo dei um jeito de não se fixarem nisso... "Vai, junta todo mundo e vamos tirar uma foto e postar."

Entre a carioca grossa que não tinha informação alguma e andarmos perdidos, eis que vamos pra fila da bilheteria e descobrimos que a próxima sessão pra um curta seria as 22:30 da noite.. Ah vá se foder!


Esquecemos completamente o evento. Agora nossa busca era por comida... e pelo meu conhaque com cacau (Que depois descobri ser um drink chamado Tesão... Vai entender), achamos comida no saudoso "Açaí Beach", uma simpática lanchonete com um garçom solícito com as nossas bebidas, e com a minha frescura na hora de colocar ingredientes no beirute. "Faz favor... Tira a alface e o tomate, e coloca bacon e queijo prato!". Descobrimos um grupo de alemães lá dentro. Imaginamos de que forma um neo-nazista mal informado os cumprimentaria. Dedo no bigode e estica o braço, moleque! 



No banheiro havia Wi-Fi... E também analisamos as possibilidades da internet estar centrada somente no reino do trono... Você precisa de diversão quando corta o rabo do macaco... Esqueci de quem foi a autoria desse pensamente iluminado. rsrs

Comemos, mas não havia o tal "Tesão"... Subimos a danada da Augusta e trombamos com um boteco interessante... "Galera, tem que ter essa porra aqui!"

Uhuuuuuu!! Achei meu tesão a muito perdido... Tomei o conhaque com cacau, comemos umas fritas e foi aí que a zuera começou. Henrique não sabia manejar a embalagem de Ketchup, e Claudevan foi fazer uma piada com a mostarda na mão... Tudo deu errado... os condimentos voaram para todos os lados!! Entraram nos olhos uns dos outros... Cada um gritava uma coisa: "Parece um hambúrguer","Não! parece outra coisa...", "Como assim hambúrguer?", "Sei lá, meu olho está ardendo". E o garçom gritou alarmado, "Avi Maria, qui paiassada é eça?!"... "Não fale assim conosco. E tome isso nos olhos"... Esse Henrique tava virado no Jiraya... Fomos expulsos a ponta pé, mas graças a Deus já tinha secado o copo! Viva.

Da hora a vida!

Por Caio Terciotti - "Tesão perdido" é só força da expressão e uma incrível coincidência de ideias, viu gente!

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Da Hora a Vida: Só pode ser macumba

São Caetano do Sul – Dois orcs assaltaram, na tarde desta quinta-feira (17), os camaradas Lukão (Bola), Ambrozio (Desocupado) e Gusta, na Rua River Grande de La Sierra, zona centro-oeste.

Segundo a Polícia Militar, os suspeitos fugiram em uma motocicleta, levando cerca de dois celulares e um relógio. 
O tenente do 10ºC3P25 DP informou que as vítimas, em soluços (pois os três choravam feito menininha), declararam que os suspeitos chegaram enquanto eles debatiam sobre o vasto repertório da Banda, os renderam e levaram seus pertences.

Em seguida, os assaltantes foram encontrados mortos, longe da cena crime, após uma colisão com um Fiat 147 desgovernado, a assustadores 25 Km/h, e em seguida currados por dois jumentos que passavam pelo local. Os dois criminosos estavam empalados na piroca dos equinos. Há a suspeita que essa terrível morte aconteceu depois de forte praga lançada pelas vitimas do assalto.


Por: Ambrozio, o Desocupado
Sem frase pois ainda está batendo os tambores

segunda-feira, 9 de junho de 2014

É uma cilada, Ackbar!




Neste Domingo (8 de Junho) fui incumbido de cobrir o evento "Star Wars Fest" na unidade Games da Saga, na avenida Santo Amaro, 6277. Apesar do evento ser sobre a guerra, no meu caso foi mais uma jornada mesmo… sobre trilhos. Para quem não sabe o Metrô em São Paulo está em greve, o que dificultou em muito minha locomoção do ABC para Santo Amaro, ou cu do mundo. Pois é, e como diria um velho amigo, desgraça pouca é bobagem, não bastasse o metrô estar em greve, mas  também a caceta da linha amarela (não estar em greve, por ser privada) resolver operar só até a metade do caminho… Por que? não faço ideia… Ainda tudo bem, voltei todo trajeto e fui de trem (CINCO! … CINCO trens!). Aí, para minha surpresa, dois desses estavam operando com velocidade reduzida… Por que? Nem imagino … Enfim, demorei nada mais, nada menos que 3 horas para chegar ao meu destino, que era para ser feito em no máximo 1h30 … Ok … 

Vamos lá, caminhava umedecendo os lábios secos por conta de uma ressaca safada, conseqüência da bebedeira do dia anterior, suava feito um porco, já que o clima resolvera mudar de zero absoluto, para inferno na terra em um dia! Tirei a blusa, tirei a jaqueta e continuei firme… Já perdendo as esperanças, eis que vejo pela janela do trem o Instituto Tomie Ohtake, e me vem uma boa lembrança, não aquela dos beberrões empata foda invadindo o quarto ontem! Mas da exposição que visitei recentemente, "Obsessão Infinita" da artista Yayoi Kusama, recomendo que vocês visitem, vai até dia 27 de julho … Isso segurou meu urro de fúria e ódio por alguns momentos. 



Finalmente cheguei na minha estação, e comecei a caminhada até o local e... como as coisas parecem menores do Google Maps!… Impressionante!… Deviam colocar uma opção para condição física, ai quando buscasse o trajeto já viesse com a mensagem: "pegue um táxi ou não vá!" - A cabeça pulando, o suor escorrendo e o estômago começando a atacar o pâncreas em busca de alimento... eu continuei … Mais uma baixa do dia anterior foi que, além de não dormir, gastei meu dinheiro e estava sem cartão... Gênio! O que aconteceu com aquele bairro? Só tinha restaurante cuspindo arrogância e luxo em mim, não tinha como almoçar ali com 12 reais… Onde estava o tiozinho do cachorro quente? Gente, onde?! Bom, pelo menos estava ouvindo musica nos fones, ditando o ritmo da caminhada e lançando gritos mudos aos quatro cantos… Mas e o evento? Como foi? Ah, sim! Claro … Foi o que você pode esperar de um evento de Star Wars, uma galera fantasiada de Jedis e Siths… Vroom pra lá, Vrooom pra cá … Alguns estrangulamentos telecinéticos aqui e acolá … E minha parte favorita, as estatuetas, ah as estatuetas … Porém no momento a minha condição só me permitia pensar - Onde está o carrinho de cachorro-quente? E cadê o bebedouro? Teria sido obra dos feiticeiros alienígenas? Abduziram a tia da cozinha? Onde tinha água? Eles ousariam fazer isso com um fã de Disco Music, ora que Everybody is Kung fu Fighter?

Por: Ambrozio, o Desocupado.

Ambrozio Facts: 


"Uma vez torci o pé por causa de uma chuteira lisa… Depois de uma semana de sofrimento… a chuteira morreu …. E eu continuei agonizando de dor. "