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quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Mago Radagast, de "O Hobbit", irá na Brasil Comic Con!!!!!

Sylvester McCoy, também interpretou o sétimo Dr. Who.

No dia 16 de novembro, Sylvester McCoy comandará painel sobre sua carreira e atenderá ao público em sessões de photo-op; vouchers para encontro individual com o astro escocês já podem ser adquiridos no site brasilcomiccon.com.br/ingressos





 Na série Doctor Who da BBC, o protagonista não tinha nome ou sobrenome, era um
alienígena e podia viajar no tempo sem perder suas lembranças. Agora, o célebre personagem se materializa em Sylvester McCoy, ator escocês de 71 anos que chega ao Brasil especialmente para participar do Brasil Comic Con. A segunda edição do evento de cultura pop, nerd e geek acontece nos dias 15 e 16 de novembro, no Centro de Eventos Pro Magno, em São Paulo.

No domingo (16/11), às 15h, com mediação do crítico de cinema Roberto Sadovski, McCoy apresentará no palco principal um painel sobre sua carreira e dividirá com os fãs algumas de suas experiências profissionais. Em seguida, atenderá àqueles que tiverem adquirido o voucher da sessão de photo-op, que dá direito a conhecê-lo pessoalmente, tirar uma foto ao seu lado e ganhar um postal autografado. Os ingressos para essa atividade custam R$172,50 e podem ser comprados no site http://brasilcomiccon.com.br/site/ingressos/.
            Sylvester McCoy iniciou a carreira profissional trabalhando no segmento de seguros, em que permaneceu por cinco anos antes de mergulhar de vez no mundo do teatro, cinema e TV. Integrou o famoso ato cômico britânico “The Ken Campbell Roadshow” e trabalhou em programas infantis locais antes de assumir o papel que mudaria sua carreira: o sétimo Doutor, da série Dr. Who. Outro papel de destaque de McCoy é o mago Radagast, o Castanho, dos filmes “O Hobbit: Uma Jornada Inesperada” e “O Hobbit: A Desolação de Smaug”.

Assista ao video que o ator fez para divulgar sua participação no evento:







Serviço: 2º Brasil Comic Con
Quando: 15 e 16 de novembro de 2014
Onde: Centro de Eventos Pro Magno - www.promagno.com.br
Rua Samaritá, 230, Casa Verde - São Paulo-SP.
Hora: 10h às 20h.
Realização: Yamato Comunicações e Eventos – www.yamatocorp.com.br
Ingressos em venda antecipadaR$115,00 a inteira e R$57,50 a meia- entrada, por dia.
Ingressos na porta: R$ 138,00, a inteira, e R$ 69,00, a meia-entrada, por dia.
Meia-entrada: válida para estudantes e doadores de um quilo de alimento não perecível, exceto sal e açúcar.
Voucher para Photo Op com Paul Zaloom (Beakman): R$ 92,00. As vagas são limitadas.
Voucher para Photo Op com Takumi Tsutsui (Jiraiya): R$ 92,00. As vagas são limitadas.
Voucher para Photo Op com Sylvester McCoy (Doutor, de Dr. Who; e Radagast, de The Hobbit): R$ 172,50. As vagas são limitadas.
Voucher para Photo Op com Cassandra Peterson (Elvira): ESGOTADO.

quinta-feira, 17 de julho de 2014

O Hobbit: Começam a sair as primeiras fotos do último filme.

Foram lançadas as duas primeiras fotos de O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exercitos, último filme da trilogia que adapta a obra de Tolkien. Nas imagens, você pode conferir uma cena entre Gandalf (Ian Mckellen) e o arqueiro Bard (Luke Evans); e logo abaixo, Martin Freeman como Bilbo Bolseiro em uma conversa com o diretor Peter Jackson. 



O fim da saga chega aos cinemas em 11 de dezembro.

Por Caio Terciotti - Ta acabando :(

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Parabéns, Tolkien!

Hoje, J. R. R. Tolkien estaria completando 122 anos. O autor, nascido em Bloemfontein na Africa do Sul em 1892, é mundialmente conhecido por suas obras máximas “O Hobbit” (1930) e a trilogia “O Senhor dos Anéis” (1949). É assustador escrever sobre ele. Com uma obra vastíssima, era um linguista de grande renome, professor em Oxford, e um dos maiores intelectuais do século XX. Fazia parte de um grupo de escritores, junto com C. S. Lewis (“As Crônicas de Nárnia”), que se dedicavam ao gênero de fantasia.  Além disso, existe uma legião de fãs, muitas vezes exagerados, que defendem sua criação, lutando junto com seu filho e executor de sua obra Christopher Tolkien. Daí o quão difícil é a tarefa de escrever algo sobre o autor Por isso, algo simples está de bom tamanho para oferecer a quem não conhece a oportunidade de admirar um escritor de tal envergadura.

Os romances, contos, poemas, canções, mapas, enfim, toda a obra envolvendo a Terra Média, está parcialmente publicada (com muita coisa ainda pra se organizar), a maioria de forma póstuma graças ao árduo trabalho de seu filho Christopher. O herdeiro do autor inglês fez um dos maiores trabalhos de organização de textos já vistos, cuidando de um gigantesco espólio que estava completamente desorganizado em caixas na casa da família. A grande vantagem de Christopher foi ter sido cúmplice do seu pai enquanto o mesmo escrevia sua obra, e ainda o ajudava na tarefa de criação de centenas de nomes para recheá-la. Desse esforço deu-se a publicação (póstuma) do épico O Silmarillion, no qual Tolkien expõe o principio da Terra Média a partir das canções de Ilúvatar e dos Valar, e do nascimento dos dois povos herdeiros desse mundo, elfos e homens. Também narra o surgimento das forças das trevas com o desgarro de Melkor, um dos Valar, que queria criar uma própria canção diferente daquela proferida pelo senhor Ilúvatar.  Os primeiros elfos conhecidos, como Galadriel e até Elrond, também estão presentes; bem como o surgimento de Sauron, um dos Maiar de Aulë que trai seu povo, e segue Morgoth (outro nome de Melkor); a bela estória sobre a criação dos anões; e outras tantas mitologias desse mundo.

É, sobretudo, uma espécie de “gênesis” da Terra Média, tendo sido escrito de maneira semelhante à Bíblia. E só para deixar o texto mais polêmico, em uma entrevista na década de 60, o próprio Tolkien se diz “católico romano devoto”, e ainda fazia parte do grupo de escritores supracitado que muito se inspiravam na tradição religiosa. Bastam ver a obra de Lewis, seu amigo, e entender as metáforas bíblicas presentes.

Quando comecei a ler O Silmarillion achei que minha cabeça fosse explodir, tamanha a complexidade da escrita e quantidade de nomes que aparecem ali. Muitas vezes até esquecia que estava lidando com o mesmo mundo que havia conhecido com a ajuda de Gandalf, Bilbo, Frodo e a “Sociedade do Anel”. Existem tantas histórias que envolvem cada um dos Valar, Maiar, Eldar, que me perdia tentando entender em que Era estava e onde havia parado a Luz eterna que não sei quem criou, e que as trevas de Ungoliant (um espírito maléfico em forma de aranha) e Melkor haviam destruído. Mas ler esse livro, foi como ler algo do Saramago. Depois que se acostuma com a forma da escrita, a narrativa ganha ritmo e fica ainda mais interessante. E foi nesse momento que entendi por completo a genialidade e criatividade de Tolkien. Não só pelos nomes, ou pela quantidade de seres que ele criou, mas pelo enredo, que lá na frente – apesar de ter certas discrepâncias com as estórias de “O Senhor dos Anéis”, corrigidas sabiamente por Christopher – vão se encaixar com o resto de sua obra. A impressão é que o autor escrevia incessantemente e que sua mente estava sempre nesse mundo, nas Silmarils; nos Eldar; na criação das estrelas e sua luz; nos Hobbits, que na mesma entrevista já citada, o autor os compara com os ingleses, e diz que são uma alusão as pessoas “pequenas” que enfrentam situações quase impossíveis.

Sua obra não é uma criação para pessoas que estão desconectadas com o mundo a sua volta, ou uma leitura que deve ser apropriada só por nerds. A Terra Média é o nosso mundo por outra imaginação, e suas estórias foram escritas para qualquer um apreciar e valorizar como qualquer outro livro.  Por isso, deixo meus parabéns e eterno agradecimento a J. R. R. Tolkien.

Por Caio Terciotti .

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Tolkien e o Sentimento Bucólico.

Provavelmente a única forma de continuar com essa ideia é entender sua burrice, e aceitá-la acima de tudo. Veja, desde que eu tive uma conversa entre amigos e família após uma aula de História Contemporânea, uma analogia que, a meu cérebro pareceu obvia, não me deixa em paz. A relação de um ponto específico na obra de J. R. R. Tolkien (O Senhor dos Anéis e O Hobbit), com a Revolução Industrial, e principalmente, um possível sentimento bucólico inglês quando esse processo de maquino fatura já estava espalhado pela Europa.


Breve parecer a cerca do processo industrial:


A terra da Rainha, de Sherlock Holmes e do One Direction, foi um Império gigantesco no Século XIX, e isso graças ao processo industrial ao qual o país figurou como pioneiro. Os Britânicos desenvolveram grandes centros de produção, principalmente têxtil, e criaram umas das maiores malhas ferroviárias da época. O trem era fundamental nesse contexto industrial; era ele o responsável por fazer funcionar a grande geringonça que era essa sociedade. Por meio dele, escoavam-se produtos para os portos, e pessoas para diversas partes do país.



Entretanto, uma espiadinha sobre alguns parâmetros na rotina inglesa faz-nos crer que este homem cordial já estava saturado, mesmo durante o processo de industrialização desses maquinários. Se tomarmos como base aqueles belíssimos jardins parisienses e florentinos - todos bem cuidados e sob um tremendo controle do homem, quase que podados por Edward Mãos de Tesoura -, é abrupta a diferença em relação aos jardins ingleses que não tinham controle sobre o que se plantar, e não se preocupavam em tipos de poda que deixassem a vegetação com aspecto artificial. Os jardins ingleses eram guiados única e exclusivamente pela natureza. 


Bem, o que pretendo chamar a atenção é para preocupação do autor (Tolkien) em descrever o Condado e seus moradoresBasta ler o primeiro parágrafo de O Hobbit, com as diversas descrições do Condado e de outras paisagens naturais em toda a obra referentes à Terra Média, para entender: este é o momento de valorização da vida campesina.


Por outro lado, os verdadeiros vilões desse mundo estão começando uma grande manifestação industrial para confecção de armas de guerra e de monstros que servirão como soldados. Na loucura de coisas acontecendo (Frodo e Sam levando o anel para destruição; Gandalf voltando dos mortos bem branquinho, sem poeira; Aragorn deprê, etc), Saruman está destruindo florestas em nome de um ser maligno chamado Sauron.

Vejo na obra o processo industrial inglês do Século XIX: Indústria, cidades, seres violentamente modificados e desmatamento... Essa busca por um sentimento bucólico por parte dos britânicos é quase árcade. A sociedade sente na pele o sufocamento provocado por viver em centros sem beleza estética como Manchester e Liverpool, enquanto caem na mandíbula feroz do industrialismo.



O Condado pode ser a representação do lugar comum para seres humanos, onde a paz é permanente e o aconchego é valorizado no lugar do caos, do poder e da cobiça.

Peter Jackson, o neozelandês diretor das trilogias O Senhor dos Anéis e O Hobbit, soube entender muito bem o sentido de valorização da natureza que o escritor imprimiu em sua apoteótica obra. Mesmo sendo dono da maior empresa de computação gráfica, a Weta Digital – responsável por grandes bilheterias como Avatar, Planeta dos Macacos: A Origem e os próprios filmes de Jackson – o diretor optou por muitas cenas externas nos 6 filmes, para se apropriar com o máximo de dignidade da beleza natural de seu país. Hoje a Nova Zelândia é um reduto para fãs de Gandalf e Cia., tendo inclusive todo o cenário do Condado intocável e recebendo milhares e milhares de visitas desde que foi inaugurado como atração turística.

Essa foi uma das várias possíveis interpretações da obra de Tolkien. Sua extensa criação literária é palco de debates acalorados nos mais variados círculos. Mas eu me aventurei nesse pequeno parecer, contrariando os sábios conselhos de Bilbo:

Afinal “eu não sei de ninguém a oeste de Bri que tenha interesse em aventuras”. (Bilbo Baggins, “The Hobbit: An Unexpected Journey. Dir.: Peter Jackson. 2012.

Claro que essa interpretação sobre a amálgama sociedade inglesa, é de um total ignorante que nunca pisou em solos do Reino Unido. Por favor, dê licença para minha imaginação. Se te incomoda esse conceito, trate esse texto como ficção científica. 


Caio Terciotti.