sexta-feira, 6 de junho de 2014

"O prazer que na orgia a hetaíra goza"

(As opiniões aqui manifestadas não refletem os pensamentos dos integrantes do blog, se não do próprio autor).

  Já escrevi um texto aqui sobre a atitude miserável de um senhor que chamou uma moça de "potranca". A atitude machista vai a limites inimagináveis hoje em dia. Mas as palavras sexistas estão para ambos os sexos, como o vinho está para o pão.  E, provavelmente, pelo excesso de proteção com relação ao assunto. Ainda é uma questão altamente moral o "tratar sobre sexo", o que, particularmente, é um tremendo retrocesso em termos de pensamento humano. Já passamos da hora de podermos nos posicionar sobre qualquer assunto sem ter que excluir política, religião e futebol. Agora, reparem que mesmo nesse dito popular o sexo não está incluso. Mesmo que ele também seja um assunto que não deve ser debatido. Mas eis a questão, não é debatido, pois ao se falar, o constrangimento reina e poucas pessoas mais espirituosas expõem um tantinho de opinião.

  Ok, então sabemos que ainda há um tremendo pudor em se falar sobre. E se no sexo as coisas à
força não são nada boas, que dirá tentar penetrá-lo de forma violenta em comunidades mais conservadoras. Aqui, o caso é em uma escola. Mas ora, convenhamos! Quem já trabalhou em um ambiente escolar sabe muito bem que não há quase nada de pudor na sala dos professores, e mesmo que você seja um árduo defensor da liberdade de opinião, dificilmente se sentiria confortável com algumas conversas recorrentes. É nesses momentos, que uma leve camuflada me ajuda a somente observar alguns comportamentos ao invés de ser colocado como uma peça em exposição. Todavia, ser um ambiente em que há bem menos barreiras morais, não deixa de ser um ambiente que normalmente a sociedade considera impróprio pra assuntos desse calibre. E ainda é! E será...

  Agora, veja bem, em uma escola é totalmente compreensível esse tipo de maleabilidade, afinal a questão é simplesmente moral ou jurídica. Mas se nesse ambiente e nessa conversa nós temos membros das igrejas mais conservadoras do país, como as protestantes, é de se imaginar que haja, e devesse haver, um tanto de preconceito ao se falar de sexo e suas infinitas variáveis. Mas não... E nesse momento alguém riu. E alto. Poderia ter sido escandalosamente. Mas eu não saberia dizer, pois todos riam.

   Observe...

  Uma professora de espirito um pouco mais livre foi ficando cada vez mais à vontade pra discorrer sobre suas "situações" amorosas, mas a coisa não ficou tão avançada, pois ela foi interrompida por outra que queria perguntar: "Mas, lá não dói?". Ao que todos pararam pra observá-la com uma espantosa surpresa (afinal a moça sempre se mostrou devota à igreja e é um verdadeiro símbolo ambulante do esteriótipo evangélico), ela ficou  escarlate e soltou: "Ah, gente. É só curiosidade". Um senhor que estava na sala, e entendeu assim como todos o que a moça queria dizer soltou: "Gente, isso é muito pudor. Todos nós merecemos um pouco de putaria. Crente também transa".

  Isso deveria virar um bordão. Deveria ser estampado em camisetas e ser levado às ruas como frase simbolo da liberdade sexual. Da luta contra a repressão que a sociedade violentamente irrompe contra o sexo, mesmo o praticando. "Todos nós merecemos um pouco de putaria!", vai gritar um. "Crente também transa", vai gritar outro. E de um helicóptero qualquer irão cair diversas camisinhas, rosas e panfletinhos com dizeres: "Não! Não dói!". Todos vão ficar felizes... Pois todos vão transar.

Por Caio Terciotti - Transem! 

"Escrevi mesmo. Obviamente não tinha nada melhor pra fazer."

O Vibrador

O vibrador
de tanto vibrar

gozou.

Rodrigo de Souza Leão.

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